O Brilho da Descoberta
"Nada na vida é para ser temido, apenas para ser compreendido."
Foi pioneira na pesquisa sobre radioatividade, descobriu o polônio e o rádio, e tornou-se a primeira pessoa a ganhar dois Prémios Nobel em campos diferentes.
Da humilde «universidade volante» em Varsóvia aos laboratórios estéreis da Sorbonne, a vida de Marie Curie foi um testemunho do poder da curiosidade intelectual e da determinação do espírito humano. Ela não se limitou a estudar o mundo; revelou as suas forças ocultas, isolando os elementos polônio e rádio e sendo pioneira no estudo da radioatividade. O seu trabalho abalou os alicerces da física e da química, valendo-lhe dois Prémios Nobel em dois campos diferentes.
A dedicação de Marie ao seu trabalho era total e intransigente. Ela e o marido Pierre trabalharam durante anos num barracão improvisado e com correntes de ar, processando toneladas de pechblenda para extrair apenas uma fração de um grama de rádio, sem qualquer proteção contra a radiação letal.
Quando a Grande Guerra eclodiu, Marie Curie não ficou no seu laboratório. Desenvolveu unidades de radiografia móveis, conhecidas como «Petites Curies», e levou-as para a frente de batalha para ajudar os cirurgiões a localizar estilhaços e balas em soldados feridos.
Ao longo da sua carreira, Marie teve de enfrentar as barreiras invisíveis do preconceito e do sexismo. Mesmo após ganhar o primeiro Prémio Nobel, foi inicialmente excluída da candidatura por ser mulher. Tornou-se, apesar de tudo, a primeira professora da Sorbonne.
O maior arrependimento de Marie Curie foi perceber que as descobertas que fizera para beneficiar a humanidade também introduziram um perigo novo e aterrorizante no mundo. Nos seus últimos anos, sofrendo de anemia aplástica causada pela sua longa exposição à radiação, refletiu sobre a responsabilidade do cientista pelas consequências não previstas do seu trabalho.
Marie Curie (1867–1934) foi uma física e química de origem polaca e naturalizada francesa, que realizou investigações pioneiras sobre a radioatividade.
Nasceu em Varsóvia, Polónia.
Descobre o polônio com Pierre Curie.
Primeira mulher a ganhar o Prémio Nobel.
Ganha o segundo Prémio Nobel.
Falece aos 66 anos.
Descoberta do Rádio: Isolamento de novos elementos.
Petites Curies: Unidades móveis de raios X na Primeira Guerra Mundial.
Institutos Curie: Centros de investigação e tratamento médico.
Prémio Nobel de Física (1903): Reconhecimento pela pesquisa em radioatividade.
Prémio Nobel de Química (1911): Descoberta do polônio e do rádio.
Um ícone para as mulheres na ciência, cujo trabalho lançou as bases da oncologia moderna e da física nuclear.
Morreu de anemia aplástica em 1934, causada pela exposição à radiação.
Sussurrando através do tempo